quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

SUSSA

Agora você será artista
Você será seu sonho
Essa será sua vida.
Chute o que já passou, não interessa mais.
Você será o principe que arrota flores agora
E arrota muitas palavras e expressões.
Você terá que ser muitos
E vou querer compartilhar de todas eles
Vou sentar na primeira fileira e me emocionar
Vou ver você dançando , falandoamarelo, vestindo calor
Porque ser artista não é uma escolha, é um dom
Não é uma opção, é uma necessidade.
Tem apenas uma vaga, e alguém vai ter que ganhá-la
Tem uma vaga, e ela só pode ser sua!!!!



Sussa sussinha sussessa saida sussegado o suuuu sou seu soh seuuuuuu

Ela é uma fada doidona
Respira fundo, tatuagem no braço, sorriso nos lábios e manda ver
Não tem essa de medo não
Nem essa de preconceitos
Limites
Censuras
Você pode ser tudo que você quiser
Em qualquer tempo ou espaço
Você pode ser você
Ela vai dar uma risada de fada doidona,
um olhar de menina aprontona,
vai colocar uma roupa de mulher, pegar uma caneta de menina e dizer: vamos?
E nada de carro, nada de transportes
Nada de tradicional
Vamos de cometa, de camelo, nas asas de um passarinho
Vamos beijar as árvores, conversar com flores, conhecer as estações da lua
Encontrar gnomos que realizam desejos
E então ela vai desaparecer
Porque as fadas doidonas são assim.
Mas não se preocupe
Diz ela
Cada aprontadinha que você der na vida
Sou eu mandando meu oi


Já não tenho dedos pra contar de quantos barrancos me atirei. E vc ficou, chuchu. Não me deu nostalgia, não senti nada além de um mero calafrio. Não pela minha lembrança -- essa eu respeito e muito!-- mas pela cena. A cena de vc querendo tirar o atrazo de tres anos de voltar e fazer tudo diferente. De vc me dizendo só por dizer. Da grosseria que outrora foi viril e hoje em dia ... é patética. Do jeito silencioso que já foi misterioso e hoje é sem graça e lacônico. Tive vontade de te chacoalhar e dizer: "acorda, meu bem... o que vc pensa que eu sou?". Mas não vale a pena. Sabe, eu não preciso mais de vc. Nem do seu desejo, nem do seu sorriso roubado, nem da sua gratidão. Sou livre do seu olhar de puma e das suas mãos grandes. Hoje, não quero vc perto simplesmente porque não quero atrapalhar minha memória. É... aquela mesma memória que guardou uma porção de cenas lindas e reais. Aquela que não esquece de vc me pedindo para passar protetor solar, vc brincando com meu urso de pelúcia. De vc segurando no meu braço e sussurrando qualquer bobagem --linda-- no meu ouvido. Não acho justo fazer isso com a minha memória né? Ela é tão preciosa meu querido, pra que estragar? Pra que remexer nesse baú que foi cuidado com tanto carinho? A gente já se realizou. Que vc me dê licença, mas não vou deixar vc tocar um dedinho para me decepcionar. Porque a maior ironia dessa história é que eu não te quero mais. Nem um pouquinho. Gosto mais "daquele vc" sabe? É.. daquele de 22 anos. Bobão, mas com uma ingenuidade impagável. Coritibano roxo, menino teimoso e ciumento. Apaixonado por música Black e Bob Marley. Um jeito de malandro escondendo o irmão mais velho, o garoto que quer casar e ter tres filhos comigo. Blasé sempre, mas com um coração do tamanho do mundo. Eu sei... a vida levou a gente pra mundos completamente diferentes. Mas não mexe, meu bem. Não mexe na minha memória. Porque ela não te pertence e esse é o único jeito da gente manter coisas boas entre nós. Aquela bobagem de pote de ouro atrás do arco-íris, sabe? O nosso tá lá.

Nunca acreditei nessa estoria de pote de outro.

canta pra subir.

tem alguem que me faz sorrir sozinha.

ainda tem....

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

E chegou....



Esquecer. Pois eu falei que se esse dia chegasse eu o receberia bem e sinto muto mas ele chegou meu bem, e com ele, a falta de vontade, o descaso da minha parte me sorriso sem graça a minha unica covinha do lado direito do rosto sumida....
Noites de ciúme. O choro de saudade na mesa quando ele foi embora. Todos os telefones da minha casa desligados. Echar al viento las corrientes del mal. Aquilo que impede de ver, madrugadas de insônia, falta de tempo, telefone quebrado. Maquiagem borrada no fim de festa ruim. Ressaca de bebida e de coração. Esquecer aquilo que se fala demais. Esquecer o guardar para si por medo e falta de coragem. Deixar para tras grandes pesadelos de pequenos cochilos. Minutos que parecem horas, horas que parecem dias. Esquecer a bronca dele, a conversa de chata. A tensão de não ter pra dar, de que não ter tempo suficiente. O medo da frustração, cada máscara ruim. A sensação de saber que ele estava mentindo e ainda assim não conseguir reagir. Horas no tlefone com minhas amgas pouco carentes, conversas difíceis com a familia, a falta de guarda-chuva bem no meio de uma tempestade. Jogar fora os papéis que prendem a uma história que não diz mais nada, fechar a conta do banco que não se usa mais. Esquecer o sentimento de impotência, de falta de escolha. Todos nós da madeira, a música que não tocou, o convite que não foi aceito. Uma ligação errada numa madrugada errada. Esquecer o 'não" grosseiro, a ofensa gratuita , manhãs corridas, provas sem nenhuma preparação. Esquecer o olhar de repreensão e o sentimento de inferioridade. Ele saindo com a austeridade de quem não passou uma noite junto. Esquecer as traições, todas. Feitas e recebidas. Esquecer ele inventando histórias mirabolantes pra dizer que não.Esquecer minhas desculpas inventadas e mal formuladas. Esquecer do aniversário , dia mais quente do ano, todos os erros irreparáveis. Esquecer o que não volta, o que está fechado e não tem mais jeito. Esquecer as contas atrasadas, uma chave largada num canto do mundo. Memórias de uma menina má. Inconviniências, mal humor e todas as TPMs.


Esquecer quem foi e não deixou nada de bom. E preparar... porque agora vai.
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