terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Nada é por acaso


Para cada um de nós existe uma pessoa especial
Muitas vezes existem duas, tres ou mesmo quatro.
Todas vem de geraçoes diferentes, atravessam oceanos de tempo e profundades celestiais para estarem conosco novamente.
Podem parecer diferentes, mas nosso coração as conhecem.
Nosso coração as abrigou nos braços nos desertos do Egito sob o luar , e nas planicies antigas de Roma.
Há entre elas e nós um laço eterno que nunca nos deixará sós, a nossa mente pode interferir : - " Eu não o conheço"
Mas o coraçao sabe.

Ela toma a nossa mão pela "primeira" vez, e a lembrança daquele toque transcende o tempo e faz disparar uma corrente que percorre todos os átomos do nosso ser.

Ela olha em nossos olhos e vemos um espírito que nos vem acompanhando há séculos.

Há uma estranha sensação em nosso estômago.

Nossa pele se arrepia.

Tudo o que existe fora desse momento perde a importância.

Ela pode não nos reconhecer, muito embora tenhamos finalmente nos reencontrado, embora o conheçamos.

Sentimos a ligação.

Vemos o potencial, o futuro.

Mas ela não o vê.

Temores, racionalizações, problemas cobrem-lhe os olhos com um véu.

Ela não permite que afastemos o véu.

Choramos e sofremos, mas ela se vai.

A "natureza" tem seus caprichos.

Quando os dois se reconhecem, nenhum vulcão é capaz de explodir com força igual.

O reconhecimento do espírito pode ser imediato.

Uma súbita sensação de familiaridade, de conhecer aquela pessoa em níveis mais profundos do que a mente consciente poderia alcançar.

Em níveis geralmente reservados aos mais íntimos membros da família.

Ou ainda mais profundos.

Sabemos intuitivamente o que dizer, como ela vai reagir.

Um sentimento de segurança e uma confiança muito maior do que se poderia atingir em apenas um dia, uma semana ou um mês.

O reconhecimento da alma pode ser sutil e lento.

Um despertar da consciência à medida em que o véu vai aos poucos levantando.

Nem todos estão prontos para ver imediatamente.

Há um ritmo nisto tudo, e a paciência pode ser necessária àquele que percebe primeiro.

Um olhar, um sonho, uma lembrança, uma sensação podem fazer com que despertemos para a presença do espírito.

O toque de suas mãos ou o beijo de seus lábios pode nos despertar e projetar-nos subitamente de volta à vida.

O toque que nos desperta pode ser de um filho, de um pai, de uma mãe, de um irmão ou de um amigo leal.

Ou pode ser da pessoa a quem amamos, que atravessa os séculos para nos beijar mais uma vez e lembrar-nos de que estamos juntos sempre, até o fim dos tempos.




Lembre-se, Nada acontece por acaso.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Matutos



Quando eu pensei em escrever um texto sobre o casal, de súbito, uma explosão de idéias e referências inundaram minha cabeça. Afinal, eu acompanho os dois desde o comecinho, quando ainda eramos um grupo de amigos, rumo a muitas festas alegrias bem distribuidas . A Lili sempre foi a ALice no país das maravilhas. Cheia de charme e espirituosa. A gente já sabia que, como Fernando Sabino definiu, “o amor é um susto esplêndido”. O que não sabíamos, é que a nossa princesinha ia encontrar o tal “cara da vida”, no lugar mais improvável. E assim foram varios meses. Diversos sustos esplêndidos, todos capturados pela delicadeza. Muito tempo acompanhados de afetos, arquitetura de planos e de entendimento mútuo. Desentendimento tambem. Por vezes eu me vi no meio desta confusao milimetricamente articulada, dando gritos, conselhos, pitacos e , bom deixa pra lá.Duas estrelas cadentes e embriagadas que foram pousar por aqui, na mesma cidade. “O cara da vida”, ela achou.Eu não tenho os visto muito mas tenho certeza de que ele faz com que ela se arrume no carro porque tem pressa: “ele é muito pontual, parece um londrino“ ... e acredito tambem que ela faz café-da-manhã só para ele poder ficar mais uns 5 minutinhos”.. Algumas noites em claro e “nunca mais de 5 minutos brigados”, dizem eles. Mesmo com ela reclamando da inconstancia dele “ ... é que ela é uma lindinha, companheira para tudo”. Saudade deles, ela minha amiga pra sempre, apesar de eu nao apoiar algumas atitudes tomadas de devaneio amoroso que esquece todo o resto, ele um conservadorzinho desfarçado de homem moderno que talvez vem sido indiferente comigo por eu ter metido meu bedelho onde nao devia, porque eu defendo e mesmo,
Amo os dois, de coraçao e verdade.
Sem recentimentos.
Só desejo felicidades, porque toda grande construçao é feita assim,primeiro a viga, depois, tijolinho por tijolinho.

somewere...

Talvez fosse uma própria petulância minha. Mas reencontrá-lo é sempre me certificar que alguma coisa quebrou para sempre. É bater de frente com aqueles episódios já desgarrados da história. Petulante, ele. Menino, homem. Homem, menino. Apontou meus defeitos com o dedo indicador, sem misericórdia. E tinha uma voz que fazia cócega. Mas como pondera Francisco : "é desconcertante rever um quase grande amor".
"Não posso ser negligente com o meu passado" - me disseram outro dia. E eu nunca seria negligente com aquele cara. A voz perfumada e as palavras sempre resplandescentes. Eu, menina, dosando a intensidade do batom, aprendendo a dar nós em laços afetivos. Tudo agora, tem asas nele. Até a beleza magoada do olhar. Inquieto, perturbado. Eu perguntei: "tudo bem?" E ele respondeu: " Tudo intenso, a intensidade que tu colocou na minha vida e nao levou com voce". Ele ainda pousa os olhos com pedras e palavras. "Bom te ver", disse com um riso eufórico e nostálgico. E, embora ecoasse na minha cabeça: "como eu posso ter me desconectado dessa maneira de alguém que já me preencheu tanto ?", brilharam pequenas memórias: uma fita cassete esquecida no carro, cinemas às quartas-feiras, Caetano cantando "sozinho". Que o silêncio nunca foi a nossa qualidade, eu sempre soube. Ao contrário dos espaços infinitos e das brigas nas escadarias da vida. E passou. Ontem quando no telefonema descabido, a tal voz rouca sussurou "linda", não havia colorido ou trilha sonora. Nada de badalar dos sinos. Só a certeza e a segurança de que não existe mais espaço para declaraçoes ou exclamações. Porque tudo cessou e os ressentimentos foram amaciados por rosas que nasceram.
Ontem quando minha amiga escreveu, voce parece uma Amélia inrustida de mulher super moderna,completando com " Nada contra - é tudo uma questão de pespectiva, eu percebi, o quanto mudei.
E estou muito bem assim.
E ja cansei de falar aqui que este blog não é autobiografico, sao recaiotas, haha."

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009


Dia dois de fevereiro

Dia de festa no mar

Eu quero ser o primeiro

Pra salvar Yemanjá

Eu mandei um bilhete pra ela

Pedindo para ela me ajudar

Ela então me respondeu

Que eu tivesse paciência de esperar

O presente que eu mandei pra ela

De cravos e rosas vingou

Chegou, chegou, chegou

Afinal que o dia dela chegou...
Ocorreu um erro neste gadget