domingo, 28 de março de 2010

Amiga, foi tão bom ver você chegando ontem a noite aqui em casa, a alegria estampada no teu rosto foi inexplicável.
Minha grande amiga apaixonada contruindo a vida com o Gato do Guto rumo ao casório, e quem diria?
Um casalzinho de rouxinóis que me deixam muito contente.
Sabe, eu fico pensando que é tudo muito louco essa coisa de vida, de liberdade, de amor e de cumplicidade, eu falo por que penso em nós duas, no nosso trilhão de amigos em comum que nem sabem ao certo o que significa a tal sincronicidade que existe entre a gente.
Então assim minha amiga, você tem honrado esse papel de amiga especial na minha vida, faz parte do que me faz forte, e fico feliz por saber que tenho você na minha lista de conquistas.
Mais interessante foi ver vocês chegando meio que perdidinhos dentre todo aquele povo que estava aos goles, e antes de se ajeitar no cantinho você pegou na minha mão e disse: è ele.
Não sei se o ar era de interrogação ou afirmação, mas confesso que me pegaste desprevenida.
O teu me conhecer me surpreendeu.
Eu fiz que sim com o rosto e fui buscar bebidas.
Diante de melhores amigas não devemos explicações muito menos apresentações e justificativas.
Juro que se eu não te conhecesse como conheço daria um dedinho para saber de que magia usaste para catar meus sinais, olhares, suspiros,o tom da minha voz ou de fato em que se baseia para tais suposições.
Te ter na minha vida é quase a certeza de tranquilidade eterna de quem tem uma dúzia de irmãos e sabe que a possibilidade de ser sozinho nunca acontecerá.
Para você a minha verdade estampada e meu abraço mais sincero.

Com amor e sintonia, para Caren Costa.
Sabe eu fico pensando como existem e eu conheço pessoas que ficam felizes com coisas pela metade apenas por medo de não ter o inteiro e se contentam com pouco.
Eu nunca me contentaria!
Quero sorrisos inteiros, paixões avassaladoras, amores intensos, desejos incontroláveis, apetites enormes, insaciaveis...
Exagero?
Não. Não acho.
Tudo que começa morno demais corre o risco de esfriar antes do tempo e como a temperatura já era baixa pra que você vai lutar para reacender o fogo?
Quero que queime para que quando esfriar eu possa aquece-lo com saudades daquele calor que me provocava antes, no inicio.
Quero que inunde meu pensamento e minha alma, que me faça esquecer de tudo a minha volta e simplesmente mergulhar de cabeça.
Quero me reapaixonar todos os dias de novo e de novo e de novo... Pela mesma pessoa, pelo mesmo emprego, pelo mesmo projeto, pelo mesmo lugar, pelos mesmos amigos...
Quero me permitir toda a intensidade que sempre me foi característica e da qual eu nunca vou me poupar.
Quero abraços inteiros, de corpo colado, daqueles que envolvem a alma e confortam de todas as mazelas, daqueles que transmitem calor e dividem as alegrias.
Quero tudo.
E quero pra sempre. Ainda que o para sempre não seja eterno.
Abraços partidos? Não obrigada.
Esses não são pra mim...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Joga no mar!

Tento usar verbos e mais verbos e mais um tanto de adjetivo, embrulhar e deixar na tua porta. Toma, é teu. Brinca, faz malabarismo, pendura na parede verde e depois faz um favor pra mim? pra nós?

Joga no mar,

pra ela,



joga lá!

terça-feira, 23 de março de 2010

Para a minha Rosa.


Eu consigo falar por horas dela. Dias. Consigo vasculhar tudo o que há de mais puro em mim e a entregar, em forma de canção só pra ela ficar ecoando horas e horas pela casa. Consigo juntar Porto Alegre em palavras e mandar pro mar, pra Búzios, pra Londres, pra Sevilha, só para que ela saiba um pouquinho mais do jardim da minha casa, para que ela entenda que jasmins só florescem onde há amor. Consigo lembrar do tempo em que ela era só uma amiga sonhadora que me telefonava  e me dizia baixinho e de longe: essa menina sabe o que é TER que escrever. Hoje, as letras dela se juntam as minhas e nossos caminhos ja viram muitas poesias, textos quilométricos de pura dissonância e sensibilidade e samba. Samba, isso. Ela e Vanessa, nossa amiga. Samba levinho, dedilhado, cheio de acordes misteriosos. Consigo descrevê-la, reescrevê-la e interpretar essa coisa toda. Consigo ler nas entrelinhas daquelas palavras que ela me diz ao telefone e nos email s  toda a necessidade de vida, de grito e de paz atravessando as fronteiras. Parágrafo por parágrafo várias vezes, sem cansar. Consigo sentir que ela está perto pra me orientar. Consigo entender que certas pessoas, as da espécie dela, nasceram com um potezinho especial de luz e, sem saber, eles se iluminam e nos iluminam de uma forma mágica, fraterna. Consigo dizer, com orgulho, sabe aquela menina que não tem medo da vida? É minha amiga e fico repetindo minha amiga, minha amiga saboreando as palavras. Consigo te imaginar em um abraço. Consigo ver tua cara só de amor. Consigo te desejar um bem enorme, ilimitado. Consigo falar com você por telepatia, é só fechar os olhos. Consigo compreender a tua fúria literária, o desespero da procura pelas letras pelo prazer de ler. E de me ler também. Consigo ficar tranquila com a tua existência. Consigo aprender, com você, que saudade é coisa que nunca passa e louco foi quem inventou que ela deveria passar. Consigo te enxergar como um presente. Consigo descobrir tuas cores e as guardar para quando tudo ficar cinza e sem graça, por aí. Minha amiga, minha linda, minha nega, minha preta. 
Consigo conversar contigo antes de dormir, só por pensamento. Consigo ter a certeza que você é uma irmã, uma amiga que me ama e me quer todo o bem do mundo e só se alegra em me ver feliz e só me deseja felicidade e me quer bem, e só me quer bem e sempre me quer bem.
Pra você guardarei sempre, todo o amor do mundo.
                                                                                                                                           Para Luciana, linda como a Rosa.
Segunda feira fui naquele lugar sabe?  Depois passei no cafezinho da esquina da Nova York , do lado de onde a  gente encontra a nossa paz e te dei um abraço apertado e você respondeu com um sorriso de primavera, daqueles da Sorro Square lembra?
                                                                                                        

sábado, 13 de março de 2010

Eu tenho me lembrado muito de você. Principalmente quando os textos se formam na minha cabeça, mas não chegam ao papel. Tem acontecido com certa frequência, sabe? Ando um pouco distraída com as letras, as vezes me vejo formando sílabas na rua, na mesa, na espera e nem se quer junto-as para te mostrar. Passa, sempre passa. Me lembro de ter bolado um texto sobre aquilo de certas pessoas serem um sonho, cheguei a conclusão que também vivi, há pouco, um sonho humano, cheio de carnes, ideias e expectativas. E assim como sonho, o texto continuou no imaginário, até sei umas frases decoradas coisa e tal, nada que precisasse explodir tão rápido.
Mas me fala de você e do seu novo sumiço. É assim, quase todas as vezes, né? Você some, eu sumo e, ao mesmo tempo, nos encontramos presentes um no outro. Ligados, às 2 da manhã, pela insônia e pela vontade de dizer qualquer coisa, com ou sem sentido, ao outro. Às 2 da manhã. Porque é assim que a gente se entende, madrugada a fora, coração palpitando a duas mil por hora. E tudo vira silêncio. Um silêncio telepático, acolhedor. Sorriso.
Estou com saudades das tuas loucuras, das nossas sandices compartilhadas. Estou com saudade do meu cúmplice de amores inventados e trechos de músicas.  Outro dia, sentei e acendi um cigarro, daqueles de canela sabe? Tentei enxergar, pelo lado de fora, a loucura cotidiana desse negócio de gostar de alguém, e quase piro. Tô filosofando neguinho. Achando tudo muito divino e maravilhoso. Não é uma questão de opostos, os únicos pontos em comum existentes são a vontade e a saudade, coisa louca. E parece tudo se encaixar, se restringir àquele segundo. Tô naquela de não precisar bancar a intelectual, falar coisas bonitas e recitar Quintana, meio perdida ainda, mas feliz. Lúcida.
Recebeu a mensagem que eu te mandei? Naquela virada de noite , tinha dançado muito e bebido umas boas de fazer sentir saudade e fui te escrever. As duas linhas que consegui reproduzir carregam um mundo de informações confidenciais, conseguiu ver? Te falo da Lua, do frio, do dia, de todas as noites, das pessoas, das expectativas que estavam se cumprindo, das ilusões da semana passada. Das novidades que estou louca para poder compartilhar. Duas linhas azuis e um beijo bem no final para garantir a tua volta. Se ainda não recebesses, perdão. Quase não me contenho quando preciso falar de você, quando me vejo cutucando as memórias que fazem parte da nossa história, é coisa de carinho, sabe? Claro, você sabe.
Vou ficar por aqui. Não ando dormindo bem, vou ver se sonho um pouco. Minha cabeça tá completamente voltada pra vida, imersa nisso de sentir e sentir e sentir. Olha, apareço sim. Não esqueci do teu incenso, ainda não tive tempo de comprar, os meus também acabaram e sinto uma falta danada daquele cheiro que me lembra você. Canela .
 Me manda notícias e os versos sobre a dor no lado esquerdo do peito, de saudade, de família de amor pela música e o mar. Preciso me manter inteira e ele faz parte desse pedaço.
Faz tudo, só não me mata de saudades.
Por um acaso, eu adoro você!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Conselho

Vira a cabeça, solta o pensamento e espera que o vento leve.
- Como um sorriso que eu solto?
-
 É e o vento leva.
- Mas será que chega lá?
Chega e ainda vai sentir o beijo.
- Que beijo?
Aquele que você pensou.
- E como você sabe?
Só de olhar pra você deu pra perceber
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