quinta-feira, 17 de junho de 2010

O ideal é manter a discrição. Não fazer muito alarde. Porque a felicidade, se ela se dá conta que ficou demais em um lugar só, ela vai embora, tímida que é. O ideal é disfarçar, ir pouco a pouco levando a felicidade consigo na discrição. Dizem por aí que há pessoas que conseguiram burlar a timidez da felicidade, e a carregaram para o resto da vida.


Aloha!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Com tanto potencial pra acabar com a minha vida, sabe o que ele quer? Me fazer feliz. Olha que desgraça. O moço quer me fazer feliz.Veja se pode!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Eu sempre vou sonhar!

Eu fico abraçada nos discos antigos, o violão me espia mudo. Espalho papéis pela cama e passeio entre todas letras caladas....
Me debruço sobre esses versos tantas vezes lido e me coloco a sonhar como um poeta em submersão.
O incenso já queimou e nem lembro qual era o cheiro.
Cabelo preso num coque, moletom, jeans, o all star velho e o perfume caro....
Assim eu me espio maravilhada num congestionamento interno. O som ligado no quarto, toalha molhada e o cheirinho do chá de cidreira.
Faz frio lá fora, agora carrego um gosto de vários anos atrás e sorrio meia dúzia de amores tortos e me delicío aos sorrisos incontidos de coisas que são só minhas. Tantas coisas, tantas minhas coisas.
Tenho essa mania de guardar carinhos, não troco minha poesia solta por nada que não rime com lingua, dentes e salivas. Poesia desaforada, escandalosamente cheia de buracos, algumas precisando de costuras. Papéis que viraram rendas.
Muitos cadernos, tantas palavras, porque escrevo sem borracha justamente para poder virar as páginas....
Cifras de músicas rabiscadas que ainda ecoam na minha cabeça, na minha vida, percebo que sempre fui muito musical e acredito que é o que até hoje me salva. Elas me marcam, me remetem aos tempos e as pessoas...
Se tocasse um Samba ou um Rock agora eu levantaria a xícara e brindaria minha maneira de fazer folia. Eu ardo, e solto poesia pelos meus passos tortos. Meu esconderijo é aqui, as letras.
Preciso escorrer, nunca gostei dos parênteses, me retiro e  me coloco entre aspas quando bem entendo.
Desde criança tive uma facilidade admirável de aprender música, bastavam alguns sussurros pra elas fluírem, porém nunca fui rimada.
Cresci e ainda tenho a música presente em minha vida. Hoje, visto da roupa teatral a mais elegante. Hoje, faço das rimas meu refúgio e a minha satisfação. Hoje, tenho mais ritmo. Hoje, eu sinto. Hoje, eu canto. E como quem canta seus males espanta, hoje, sou uma pessoa melhor.
"Só me ganham aqueles que me seguram com a boca."
E o que fica sempre é a certeza da ausência de sentido no que escrevo, eu gosto do mal explicado.
Certeza que quando o relógio marcar duas da manhã, escrevo a última frase, tomo o ultimo gole de chá e vou sonhar....
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